Bomfimzada presencial, até que enfim!
No dia 25 de setembro de 2021, após o período de mais de três meses, a Bomfimzada aconteceu em Redenção.
Começamos “os trabalhos” cedo, estendendo-se até mais tarde, quando sempre chegam os retardatários: Marcelo, Tibúrcio e companhia.
A primeira providência foi instalar devidamente Santa Rita de Cássia em seu oratório para rezarmos pelos primos levados pela pandemia do COVID 19, Ivone e Mateus; e pelo destino, Zeymard, Helena e o neto Fernandinho. Foi instalada também em nossa capela, uma Via Sacra de barro cozido e em alto relevo, feita pela célebre artesã de Juazeiro do Norte, Sra Maria Cândido. A este respeito, Elodie Bomfim Hyppólito escreveu:
Aprendi a gostar de arte com minha mãe. Por circunstâncias de trabalho ela viajou literalmente o mundo inteiro de onde trazia artesanato, coisas simples, compatível com o dinheiro muito curto da época.
Também me ensinou a amar o artesanato cearense e a importância de preservação da cultura e do meio ambiente.
A via sacra produzida pela mestre da Cultura Cearense Maria Cândido (premiada artesã de Juazeiro do Norte), ornou por décadas a capelinha de um hospital cearense.
Há um ano, alguém que não faço a menor questão de saber quem foi, achou que afrescos bizantinos refletiam mais a fé cearense. Devolveram a Via Sacra a minha mãe. Suja e alquebrada.
Que pobreza de entendimento do que é arte, cultura e fé cearense.
Sorte a nossa! Agora restaurada por mim, linda e nova em folha, irá ornar a capelinha da centenária casa da família Bomfim em Redenção.
Casa esta que é muito simples, mas tem 19 quartos, dois andares, capela e apenas um banheiro. Habitada hoje por almas e morcegos, aberta trimestralmente para as famosas “bomfimzadas” onde são recontadas as memórias vivas da invasão do grupo de lampião, da libertação dos escravos e de tantas histórias dos 18 filhos e incontáveis netos e trinetos. Agora tem mais essa história para contar…
Para você minha mãe querida! Silvia Hyppolito.
Houve uma reunião na sala principal, onde Sílvia apresentou a história da autora da Via Sacra, a artesã Maria Cândido e, Madalena prestou uma linda homenagem ao nosso primo José Eymard Bomfim Borges.
Madalena mandou confeccionar este pequeno e lindo estandarte, em homenagem póstuma a nosso querido primo Zeymard, que durante muitos anos foi um grande incentivador de nossas Bomfimzadas.


Todos os que compareceram acompanharam atentamente o oferecimento e entrega da homenagem a Suely Borges, viúva de Zeymard.
Cumpridas as formalidades a turma dedicou-se aos “papos”, com o carinho e as gozações entre os primos. Seguiu-se o almoço, como sempre, farto e compartilhado entre todos.
Karen, registrou todos os momentos, inclusive o fato do comparecimento “em massa” dos três filhos da Sílvia e do Egberto, o cheiroso, como chama Fadua sua mulher. Este, compareceu, mesmo acidentado numa aventura de skate com os netos.









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